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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

A Fazenda 3: Daniel Bueno exibe pentelhos, bunda e mostra o tamanho do pinto ao se enxugar



Diego Alemão sem camisa e molhado na praia

Alguém afim de um abraço por trás do Jake Gyllenhaal?

Cantadas, lâmpadas e dois canos fumegantes

Cantadas merecem lâmpadas na cabeça

Você deve ter acompanhado duas notícias das mais tristes que rolaram neste fim de semana. Uma vem de São Paulo e outra vem do Rio. Em São Paulo um grupo de cinco meninos, apenas um maior de idade, espancou três pessoas na Avenida Paulista na madrugada de domingo. Ninguém morreu, muito possivelmente por conta do socorro de alguns porteiros de prédios que chamaram a Polícia. Os quatro menores foram detidos na Fundação Casa (a antiga Febem) e o maior foi para a Casa de Detenção. Todos eles foram liberados na tarde desta segunda-feira e responderão o processo em liberdade.

A Polícia acredita que os ataques tenham sido provocados por homofobia. Foram ataques gratuitos, segundo testemunhas. E o advogado e pai do garoto maior de idade, chamado Jonathan, (ah sim, eles são de classe média alta e estudam em bons colégios) saiu em defesa do filho: "É um menino muito bonito e foi assediado por homossexuais. Ele pediu para parar, eles não pararam. Aí, virou briga", disse Eliezer Domingues Lima. Ele nem percebe o quanto essa explicação tem de homofóbica.

É chocante, eu sei. Entendo que nenhum pai queira ver o filho atrás das grades. E o advogado é pago para defender o indefensável _o que é o caso_ mas o problema maior dessa “explicação” é que ela não atenua nada para o filho e, pior, explica muita coisa da educação que esse menino teve. Vejamos:

- desde quando cantada (e eu não estou dizendo que ela existiu), justifica três ataques brutais que aconteceram em poucos minutos entre si na mesma Avenida?

- esse rapaz é tão lindo e irresistível que foi cantado por três meninos em diferentes locais da Paulista além de seus amigos que foram perseguidos mas conseguiram fugir da gangue?

- esse rapaz irresistível sempre anda com quatro menores de idade para protegê-lo de
tantas cantadas? Ah sim: e eles se defendem de cantadas usando lâmpadas fluorecentes...

- e se esse pai realmente acredita que as cantadas existiram e que elas justificam as agressões, bem, esse menino foi criado num ambiente homofóbico.

Dois canos fumegantes
Já no Rio. Um garoto de 19 anos, Douglas Igor Marques Luiz, participou da Parada Gay no último domingo e depois foi para a Pedra do Arpoador. Lá, diz ele, foi baleado por um militar depois de ter sido agredido verbalmente por três militares.

“Começaram a me ofender, a me xingar, e disseram que se pudessem matavam cada um de nós, uma raça desgraçada. Um deles me jogou no chão e atirou na minha barriga”, diz o rapaz. Ele recebeu alta na segunda-feira pela manhã mas pode ser que tenha que fazer uma cirurgia no abdmomen. Ele está em choque, segundo sua mãe, e passa o dia trancado em casa chorando. Tanto o pai do rapaz quanto a mãe afirmam que foi um ataque homofóbico. Já o comando do exército diz que nenhum disparo partiu dos militares.

A 14ª DP (Leblon), que investiga o caso, encaminhou um ofício para o Forte de Copacabana, e vai ouvir todos os militares que estavam de plantão na hora do crime. O rapaz acredita que conseguirá reconhecer os supostos militares caso os encontre na delegacia.

Sangue nas mãos
Enquanto isso evangélicos e católicos insistem com suas homilías que condenam práticas homossexuais e a forma de vida desta parcela da população _acusada promiscuidade e demonizados_ gerando intolerância e medo. É fácil encontrar no Youtube vídeos de pastores que “tiram” a homossexualidade de pessoas fazendo exorcismos, afirmando que a homossexualidade é “encosto” de demônios. Se isso não gera ódio e intolerância, eu não saberia dizer o que poderia gerar. E, pior, políticos da Frente Parlamentar Evangélica barram a votação do PLC 122 (que se fosse aprovado criminalizaria a homofobia, o que encaixaria esses dois crimes nesta lei, por exemplo). Esses pastores e políticos têm parte nestes crimes, portanto, e sabem bem disso. E eles, os crimes, vão continuar, protegidos pela falta de uma lei que os tipifique. Protegidos pelos evangélicos. Quanto desamor!

Escrito por Marcelo Cia às 12:40:16

E falando sobre o assunto:

Militares que confessaram ter atirado em jovem após Parada Gay são presos

Pelo crime de domingo (14), no Rio, Ivanildo Ulisses Gervázio e Jonathan Fernandes da Silva serão indiciados por homicídio duplamente qualificado. O delegado Fernando Veloso detalhou a investigação.

E para terminar:

No Twitter, perfil "@HomofobiaSIM" incita violência contra homossexuais

Depois de alguns episódios de violência contra homossexuais no Rio de Janeiro e em São Paulo, uma onda pelo respeito às diferenças invadiu o Twitter. A tag #homofobiaNAO dominou os Trending Topics, espaço das expressões mais citadas no twitter mundial, por várias vezes durante esta semana. Mas uma outra manifestação vem provocando reações de grupos pelos direitos dos homossexuais e seus simpatizantes: o perfil @HomofobiaSIM, que já tinha mais de 15 mil seguidores até o momento da publicação desta reportagem.

A conta anônima do microblog se diz "pela moral e família" e culpa os homossexuais pela disseminação de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Criada há 18 horas, já tem 82 mensagens polêmicas publicadas.

Para o presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, Toni Reis, o dono do perfil deve sofrer as consequências legais pelo que diz. "Qualquer movimento que pregue ideologia fascista contra grupos deve ser combatido de todas as formas. Nenhum movimento tem o direito de pregar violência contra ninguém".

Outros usuários do Twitter também estão se manifestando. O perfil @CasamentoGayBR divulgou a página @ HomofobiaSIM e pede a outros usuários que a reportem como lixo eletrônico para que seja excluída de vez do site. "Os usuários que se sentirem ofendidos podem enviar uma mensagem à administração do Twitter para que ele avalie e remova o perfil ou ainda solicitar o endereço de IP dele", diz o advogado especializado em direito digital, Victor Haikal, do escritório PPP Advogados.

O que é crime?
O direito penal não prevê o crime de discriminação por orientação sexual, apenas por outros motivos, como religião e nacionalidade. "Existe um projeto de lei de 2006, o PLC 122, que inclui o preconceito de origem sexual na categoria de crime, mas ele não está em vigor", explica Haikal.

Um dos tweets do perfil que está sendo criticado por grupos de direitos humanos chega a incitar a violência. "Quando existir uma mensagem de uma pessoa ameaçando outra de morte, espancamento ou outra violência, é um crime. Neste caso específico, de fazer apologia ao crime de homicídio", afirma o advogado.

O @HomofobiaSIM se assume como "um homem de verdade, um macho alfa, se levanta contra a ditadura esquerdista e gayzista (sic) neste país". Além das frases contra os homossexuais, o dono – ou dona – do perfil diz apoiar a violência contra mulheres; ser eugenista, a favor da miscigenação com "raças boas" e preferir as mulheres orientais, porque as brasileiras estão corrompidas.

Alguns usuários do site criticam publicamente o @HomofobiaSIM e até chegam a ameaçá-lo de morte. Mas outros – repare que ele conta com quase 16 mil seguidores – enviam mensagens de apoio. Quem se sentir lesado ou ofendido com comentários, posts ou publicações na internet pode prestar queixa contra o autor do perfil.

Para fazer a denúncia, basta um print com a tela do twitter mostrando exatamente onde ocorre o crime. "Para garantir a autenticidade – hoje qualquer um pode forjar um print – o ideal é fazer uma ata notarial em cartório, onde um tabelião reconhece se o que está no papel é o mesmo na tela do computador", afirma Haikal.

A Associação Civil SaferNet recebe e encaminha a órgãos competentes denuncias de violações aos direitos humanos cometidos na Internet, como homofobia, racismo e xenofobia, pelo site www.safernet.org.br/site/denunciar . Você também pode procurar diretamente as Delegacias Especializadas em Crimes Cibernéticos.

Entre críticos e apoiadores, o perfil polêmico continua no ar.

Fonte: Revista Galileu

Segundo pesquisa, gays e lésbicas estão se assumindo mais cedo



Uma pesquisa realizada pela fundação britânica Stonewall constatou que a idade média para gays e lésbicas se assumirem caiu drasticamente nos últimos 20 anos.

Enquanto a idade média em que pessoas com 60 anos saíram do armário é de 37 anos, esse número cai para 21 quando a faixa etária passa para os “trintões” e para 15 quando se trata dos jovens de 20 anos.

Para Ruth Hunt, coordenadora da pesquisa, que contou com a participação de 1536 pessoas ao redor do mundo, o estudo mostra uma tendência encorajadora àqueles que ainda tem medo de se assumir.

Aproveitando o momento de discussão mundial do bullying, Hunt destacou a importância da escola na luta contra o preconceito.

Fonte: Cena G