segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Bananas News: 2 casos de violência contra gays e não gays
'Foi completamente gratuito', diz arquiteto agredido na Paulista
O arquiteto Bruno Chiarioni Thomé, de 33 anos, classificou na manhã desta segunda-feira (29) como “completamente gratuita” a agressão sofrida por ele e um amigo nas proximidades da Estação Consolação do Metrô de São Paulo, na Avenida Paulista, na madrugada de sábado (27). Thomé foi até a Central de Flagrantes da 1ª Delegacia Seccional, na região do Brás, Centro da cidade, onde o caso foi registrado, para oferecer representação para que os suspeitos respondam criminalmente.
Nesta tarde, ele deve ir ao Instituto Médico-Legal (IML)– o arquiteto quebrou um dedo, levou sete pontos na cabeça e está com cortes e hematomas espalhados pelo corpo. A investigação será encaminhada para o 4º Distrito Policial, na Consolação, ou para a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi). Em seu depoimento, Thomé relatou que os agressores fizeram ofensas homofóbicas contra ele e o amigo, que haviam acabado de sair de uma casa noturna na Rua Augusta. Mesmo sem darem motivo, os dois foram confundidos com homossexuais.
“A gente deduz que era homofobia pelos xingamentos. Não havia nenhum outro motivo. Não tinha nenhuma associação com time de futebol, eles não faziam parte de nenhum grupo intolerante, nada que eles assumissem pelo menos”, afirmou o arquiteto. “A gente não tinha se encontrado antes da balada, não tinha mulher envolvida no meio. Foi do nada, completamente gratuito.”
A confusão começou nas proximidades da esquina da Rua Augusta com a Avenida Paulista, quando dois objetos foram jogados contra os dois amigos – um copo e uma pedra. A pedra acertou a cabeça do arquiteto. “Eu olhei, procurei nos lados, tinha um grupo de pessoas e eu fui na direção delas. Eu cheguei perguntando ‘o que aconteceu?’. Eles começaram a me xingar: ‘Sai daqui, viadinho’. Eu falei ‘qual o motivo, por que isso?’, aí um deles abaixou para pegar a luminária, que estava no pé dele”, contou.
Thomé e o amigo foram agredidos. Ao tentar se defender da luminária, o arquiteto acabou quebrando o dedo indicador da mão direita. No meio da confusão, eles acabaram entrando na estação de Metrô e o arquiteto conseguiu reagir e tomar a luminária das mãos dos agressores. Quando os seguranças do Metrô chegaram, os suspeitos, pelo menos três duplas, fugiram. Thomé estava com a luminária na mão.
O arquiteto afirmou que ele e o amigo não estavam próximos e não tomaram nenhuma atitude que levasse os agressores a imaginar que os dois fossem gays. “É triste, é gratuito, é de uma pobreza cultural, pobreza intelectual muito grande”, afirmou. “Fiquei nervoso, mas na hora mesmo não senti medo, senti raiva. A sorte é que era uma molecada inexperiente. Não era um pessoal escolado em briga. Se fosse skinhead a gente teria se dado realmente mal.”
Thomé também contou que costuma frequentar sempre casas noturnas na região, e que nunca havia presenciado atos de violência e intolerância. “Espero que apurem os fatos, que as pessoas passem a enxergar isso como errado, não pode virar moda, escolher alguém para bater”, afirmou. Ele também disse que espera que a polícia peça imagens da estação de Metrô que possam ajudar a identificar os suspeitos.
No boletim de ocorrência registrado no sábado, não há menção a homofobia – apenas o amigo de Thomé e um rapaz de 19 anos que também se envolveu na confusão foram até a delegacia, e o amigo não havia ouvido os insultos. Após o depoimento do arquiteto nesta segunda, o caso ficou registrado como lesão corporal dolosa e injúria qualificada por racismo.
O rapaz de 19 anos foi ouvido pela polícia e disse que passava pelo local quando ocorreu a briga. Ele afirmou também ter sido agredido pelo arquiteto. Ele só deverá ser ouvido novamente após ser definida a delegacia que vai investigar o caso.
Beijo gay causa briga em festa de aniversário em MS, diz polícia
A Polícia Militar foi acionada na tarde de domingo (28) para conter uma briga envolvendo seis pessoas em uma festa de aniversário em Nova Andradina, a 297 quilômetros de Campo Grande. A confusão teria sido causada depois que um homem de 25 anos deu um beijo no parceiro.
De acordo com o boletim de ocorrência, alguns frequentadores pediram ao homem que parasse de beijar o parceiro, mas ele teria se negado a fazê-lo. Em seguida começou a briga. Os envolvidos foram conduzidos pela PM à 1ª Delegacia de Polícia da cidade e liberados em seguida.
O caso foi registrado como lesão corporal dolosa, além de desacato, desobediência, importunação ofensiva ao pudor e resistência. Dois homens e duas mulheres apresentaram lesões e devem fazer exames no Instituto de Medicina e Odontologia Legal. A Polícia Civil informou que irá ouvir as pessoas envolvidas e encaminhar a ocorrência ao juizado especial.
Fonte: G1
domingo, 28 de agosto de 2011
Apenas ajoelhou no palco...
O show não pode parar. Seguindo essa lógica, o ex-BBB Serginho explicou uma foto em que aparece machucado e com os joelhos sangrando em uma boate.
“Eu não cai na boate como os sites estão falando. Apenas machuquei o joelho, pois fiquei de joelhos no palco dançando e não vi sangrar. E não importa se você caiu do salto, desde que ele seja o mais caro e deslumbrante da festa”, escreveu ele no Twitter e já dando conta de seu novo paredeiro.
“Hoje? Vou na Flex. Bom sábado a todos”, disse. Animado, não?
“Eu não cai na boate como os sites estão falando. Apenas machuquei o joelho, pois fiquei de joelhos no palco dançando e não vi sangrar. E não importa se você caiu do salto, desde que ele seja o mais caro e deslumbrante da festa”, escreveu ele no Twitter e já dando conta de seu novo paredeiro.
“Hoje? Vou na Flex. Bom sábado a todos”, disse. Animado, não?
Fazendo a Clarice: Diga-me com quem andas, e te direi quem és?
Oi Clarice. Eu sou gay assumido e há sete meses conheci um cara que se tornou meu melhor amigo. Não tenho um jeito afeminado, então durante muito tempo ele não suspeitou que eu fosse, e eu fui arrastando contar para ele por medo de perder nossa amizade. Até que chegou o momento que não deu mais, e aquilo já estava entre a gente por dois motivos: um, eu não podia ser eu mesmo perto dele, dividir coisas das quais queria dividir, e também, pelo fato de eu não me importar e não esconder minha homossexualidade, ele ia, mais cedo ou mais tarde ficar sabendo por outra pessoa, e isso nunca é legal.
Depois de quase um mês nessa de "conta, não conta", tive coragem e me abri para ele. Contei que eu era gay e que jamais eu tinha dado em cima dele, que sempre o respeitei de mais, e que eu gostar de homens não se misturava a nossa amizade. Fiz questão de deixar isso bem claro. Ele foi muito gentil e atensioso. Disse que jamais isso atrapalharia nossa amizade, e que era uma coisa minha, ele não tinha nada a ver com minha "escolha". Mas então quando contei para ele que eu estava envolvido com um outro cara, ele ficou sério, sem graça, confuso, e disse que era muita informação naquele dia, então a conversa ficou por terminar outro dia.
Alguns dias depois, fui perguntar porque ele ficou tão confuso pelo fato de eu ter dito que saía com um cara, e ele respondeu: "É que eu nunca te imaginei com outro homem. Eu achei que eu não tivesse preconceito, mas eu sou muito preconceituoso. Quem sabe que você é aquilo?"
Assustei com a forma que ele não quis dizer a palavra "gay", e respondi: "Aquilo o quê? Eu ser gay?", num tom normal, que qualquer pessoa escutaria (como eu disse, eu não tenho motivos para esconder). Então ele ficou bravo, e eu fiquei bravo pela vergonha que ele tinha das outras pessoas saberem que eu sou gay. Até disse para ele que ele podia dizer que eu era gay que o diabo não ía aparecer para ele, ou que ele ía para o inferno. Mas começamos a discutir. E já, há quase três semanas essa história vem vindo, a gente se acerta, mas é só chegar na palavra "gay", que ele fica nervoso, e começamos a discutir e brigamos.
O que faço? Deixo de, toda vez tentar me acertar com ele? Ser gay é parte do que sou, e não consigo mais fingir que isso não existe. Não sou do tipo escandaloso, mas ele tem vergonha que as outras pessoas saibam que eu sou gay. Ele até se afastou de mim, e procura não mais falar comigo sozinho, só quando outras pessoas estão perto, só para não falarmos sobre o assunto. Sinceramente, a única coisa que consigo enxergar, é que esse assunto é delicado para ele, por quais forem os motivos...
Obrigado Clarice.
Olá
A melhor coisa para se fazer é dar um tempo para ele.
É natural a forma de como ele tá se sentindo, até gays enrustidos que são Gays tem esse tipo de comportamento. Eles evitam amizades com gays em público por medo dos outros pensarem que os mesmos são gays, e tem gays enrustidos que se sentem incomodados com a presença de outro gay no mesmo ambiente.
Então imagina como esse hetero tá se sentindo agora sendo um amigão seu e você revelando que é gay. Talvez ele pensa que os outros estão pensando algo como: "Olha, os dois eram muito amigos, andavam juntos e um se revelou gay será que o outro também é? Será que são um casal?".
Dá um tempo para ele processar tudo o que aconteceu e ver que pode confiar em você, que você não vai sair inventando nada de vocês dois ou dele e também que ninguém vai pensar nada sobre ele ser gay por apenas ter uma amizade com você.
Diga-me com quem andas, e te direi quem és? Nem sempre essa frase foi verdadeira...
Textos, perguntas e pensamentos para bananasbusiness@hotmail.com
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