quarta-feira, 28 de outubro de 2015

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Gays ganham espaço na TV, mas continuam Estereotipados, segundo estudo

A organização não-governamental norte-americana Glaad (Aliança Gay e Lésbica Contra a Difamação) divulgou hoje (27) seu relatório anual sobre a representatividade da comunidade LGBT na TV dos Estados Unidos. Apesar de gays, lésbicas e transgêneros terem 4% dos personagens das séries que estão no ar, mesma proporção dessa população entre os norte-americanos, o estudo mostra que a representação ainda é estereotipada e que assuntos de interesse da comunidade, como soropositivos, são ignorados.

"Nós estamos presenciando um tremendo progresso da representatividade de comunidade LGBT em séries de TV", disse Sarah Kate Ellis, presidente da Glaad, no relatório, o 20º da organização. "Mas há ainda muito a ser feito. Não basta apenas incluir personagens LGBT nas atrações. Os roteiristas têm de cuidar deles com mais carinho. Precisam rejeitar qualquer negatividade e evitar estereótipos ultrapassados. Caso sejam aplicados, [pontos de vista equivocados] podem manchar todo um grupo de pessoas”, completou Sarah.

Pela primeira vez, a Glaad contabilizou séries de plataformas online como Hulu, Amazon e Netflix. Considerando-se também as produções da TV aberta e de canais pagos, são 271 personagens gays, lésbicas, bissexuais e transgênero na atual temporada de séries norte-americanas. Desse total, 162 são protagonistas.

O estudo destaca a série Empire (Fox) como uma das mais inclusivas da TV. O ator Jussie Smollett, que é gay assumido, interpreta um dos personagens mais importantes do drama, Jamal Lyon, o herdeiro e mais novo presidente da gravadora Empire. A história do personagem é contada desde a infância, com flashbacks mostrando como ele era maltratado pelo pai, Lucious (Terrence Howard). Certa vez, Lucious flagrou o garoto vestido de menina e o jogou na lata do lixo.

Outra produção que merece menção da Glaad foi The Fosters (Sony), comédia que conta como um casal de lésbicas cria um filho biológico e três crianças adotivas. No total, são sete personagens LGBTs na série.


Assuntos mais sérios

A Glaad ressalta no relatório a importância de abordar temas polêmicos que afetam a comunidade LGBT. A organização pontuou um caso específico, visto em How to Get Away with Murder (Sony). Na série, há o único personagem gay HIV positivo na TV, Oliver Hampton, interpretado por Conrad Ricamora. Ele é o namorado de um dos protagonistas, Connor Walsh (Jack Falahee).


"Esperamos que os roteiristas, produtores e criadores de séries compartilhem, com imparcialidade e precisão, mais histórias de pessoas com HIV positivo", diz o estudo.

Jack Falahee e Conrad Ricamora em How to Get Away with Murder; série traz gay com HIV


Fonte: Noticias da Tv

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